VIAGEM E EXPECTATIVAS
Depois da minha viagem, preciso reativar esse blog, que esta parado e nõa merece!
HORA DO BICHO PEGAR!!!
segunda-feira, maio 10, 2004
TURMA DE 1956
Haviam acabado de entrar na Faculdade. Os grupinhos e amizades ainda não estavam definidos. Alguns amigos e colegas do curso vestibular, uns poucos companheiros de colégio, conhecidos eventuais. De certa forma eram estranhos a procura de suas identidades e afinidades.
Muitas matérias no 1º ano. Os nomes, nas listas de chamadas, serviriam para que começasse a se conhecer. Turmas enormes. Em algumas matérias o grupo teve de ser dividido em turmas menores, como as de Desenho, com uns 15 / 20 alunos, o que obrigava uma maior aproximação natural. Um aluno posava e os colegas o desenhavam. Gozações e brincadeiras, inevitáveis! Entre os quase 120 alunos, apenas cinco meninas no grupo. Uma delas, a Elenna.
Com esse nome diferente, talvez a mais bonita da turma, foi exatamente a primeira que serviu de modelo. Isso duraria umas três ou quatro sessões, para satisfação geral e as naturais paqueras e piadinhas.
Não ficou clara a razão, mas Elenna, mesmo timidamente, bandeou-se para os lados do Fábio. Mas, todos sabiam, ele era noiva na localidade de onde viera. Esse suposto noivado acabou atrapalhando o desenvolvimento do namoro. Nunca engrenou! Saíam juntos, iam ao cinema, estavam sempre próximos, mas, pelo menos para ela, o namoro não era possível. O primeiro ano acabou, e o quase namoro, também. Ficaram amigos.
Nos anos seguintes do curso, seguiram seus caminhos. Fábio, conheceu outra moça e acabou ficando noivo. Elenna, namorou outro rapaz, esqueceu-se do prometido da cidade pequena. Noivou, também. No último ano da Faculdade, vésperas da formatura, ela, de casamento marcado, foi conversar com Fábio; cheia de dúvidas. Conversaram horas. Ela queria saber como ele havia acabado seu noivado, como tinha sido o rompimento e outros pormenores. Detalhe: Fábio havia terminado o noivado.
Tempo de Formatura! Entre as tantas comemorações, foi organizada uma festa, com música e tudo, naquele mesmo salão onde ocorriam as aulas de Desenho do 1o ano. Festa maravilhosa! Comidinhas, bebidinhas, lá estavam todos, com suas namoradas, noivas e muitos, Fábio um deles, completamente livres e soltos. Fábio não era de dançar, mas o momento e o alegria geral, empurraram-no e ele foi para o salão. Dançava com a irmã de um amigo colega de turma, quando foi interrompido, pela Elenna, que o tirou dos braços da outra, dizendo:
"Se ele vai dançar com alguém tem que ser comigo!"
Surpreso e feliz, Fábio aceitou o convite. Parecia que ele esperava por isso! Dançaram e se beijaram, sem qualquer preocupação ou cuidado, pelo resto da festa. O inesperado acontecera, para espanto e pasmo da irmã de Ellena, que fora a festa. Afinal ela estava noiva e de casamento marcado para as próximas semanas.
A festa acabou, despediram-se felizes como os enamorados, entre beijos e carinhos. Combinaram de se falar no dia seguinte. Em tempo: o noivo da Ellena não tinha ido a festa, claro!
Manhã seguinte, cinzenta, início de janeiro de 1961, o encontro. Num pátio da Faculdade, inteiramente vazia. Fábio chegou primeiro; esperaria. Falar o quê, do quê? Passada a enorme euforia do momento da festa, refletira sobre o que acontecera, as possíveis repercussões e desdobramentos. Afinal, Elenna estava noiva, de casamento marcado!
Elenna chegou. Sentaram-se num banco de madeira, olharam-se, pouco falaram. Parecia que sabiam o que iria acontecer. Sequer uma emoção maior aconteceu. Ela contou que havia dito tudo ao noivo, que ele entendera e deixara por conta dela o resultado final. Aguardou uma resposta de Fábio, uma definição, uma palavra, qualquer coisa. Contendo a emoção Fábio disse-lhe que "ela deveria continuar com o seu noivo, que o noivo era muito melhor do que ele, etc....". Convenientes, quase covardes, mentiras! Abraçaram-se, quase choraram e foram embora. E o dia... continuou cinza.
Os dias seguintes foram de continuação dos festejos da Formatura. Missa, Colação de Grau, Famílias Felizes. Em momento algum dos festejos estiveram próximos; viram-se, de longe.
Na semana seguinte Ellena enviou uma carta a Fábio, com o recorte de uma crônica, falando de um acontecimento parecido. Chamou-o de covarde.
Ele guardou o recorte durante algum tempo. Ela...casou-se com o noivo.
Haviam acabado de entrar na Faculdade. Os grupinhos e amizades ainda não estavam definidos. Alguns amigos e colegas do curso vestibular, uns poucos companheiros de colégio, conhecidos eventuais. De certa forma eram estranhos a procura de suas identidades e afinidades.
Muitas matérias no 1º ano. Os nomes, nas listas de chamadas, serviriam para que começasse a se conhecer. Turmas enormes. Em algumas matérias o grupo teve de ser dividido em turmas menores, como as de Desenho, com uns 15 / 20 alunos, o que obrigava uma maior aproximação natural. Um aluno posava e os colegas o desenhavam. Gozações e brincadeiras, inevitáveis! Entre os quase 120 alunos, apenas cinco meninas no grupo. Uma delas, a Elenna.
Com esse nome diferente, talvez a mais bonita da turma, foi exatamente a primeira que serviu de modelo. Isso duraria umas três ou quatro sessões, para satisfação geral e as naturais paqueras e piadinhas.
Não ficou clara a razão, mas Elenna, mesmo timidamente, bandeou-se para os lados do Fábio. Mas, todos sabiam, ele era noiva na localidade de onde viera. Esse suposto noivado acabou atrapalhando o desenvolvimento do namoro. Nunca engrenou! Saíam juntos, iam ao cinema, estavam sempre próximos, mas, pelo menos para ela, o namoro não era possível. O primeiro ano acabou, e o quase namoro, também. Ficaram amigos.
Nos anos seguintes do curso, seguiram seus caminhos. Fábio, conheceu outra moça e acabou ficando noivo. Elenna, namorou outro rapaz, esqueceu-se do prometido da cidade pequena. Noivou, também. No último ano da Faculdade, vésperas da formatura, ela, de casamento marcado, foi conversar com Fábio; cheia de dúvidas. Conversaram horas. Ela queria saber como ele havia acabado seu noivado, como tinha sido o rompimento e outros pormenores. Detalhe: Fábio havia terminado o noivado.
Tempo de Formatura! Entre as tantas comemorações, foi organizada uma festa, com música e tudo, naquele mesmo salão onde ocorriam as aulas de Desenho do 1o ano. Festa maravilhosa! Comidinhas, bebidinhas, lá estavam todos, com suas namoradas, noivas e muitos, Fábio um deles, completamente livres e soltos. Fábio não era de dançar, mas o momento e o alegria geral, empurraram-no e ele foi para o salão. Dançava com a irmã de um amigo colega de turma, quando foi interrompido, pela Elenna, que o tirou dos braços da outra, dizendo:
"Se ele vai dançar com alguém tem que ser comigo!"
Surpreso e feliz, Fábio aceitou o convite. Parecia que ele esperava por isso! Dançaram e se beijaram, sem qualquer preocupação ou cuidado, pelo resto da festa. O inesperado acontecera, para espanto e pasmo da irmã de Ellena, que fora a festa. Afinal ela estava noiva e de casamento marcado para as próximas semanas.
A festa acabou, despediram-se felizes como os enamorados, entre beijos e carinhos. Combinaram de se falar no dia seguinte. Em tempo: o noivo da Ellena não tinha ido a festa, claro!
Manhã seguinte, cinzenta, início de janeiro de 1961, o encontro. Num pátio da Faculdade, inteiramente vazia. Fábio chegou primeiro; esperaria. Falar o quê, do quê? Passada a enorme euforia do momento da festa, refletira sobre o que acontecera, as possíveis repercussões e desdobramentos. Afinal, Elenna estava noiva, de casamento marcado!
Elenna chegou. Sentaram-se num banco de madeira, olharam-se, pouco falaram. Parecia que sabiam o que iria acontecer. Sequer uma emoção maior aconteceu. Ela contou que havia dito tudo ao noivo, que ele entendera e deixara por conta dela o resultado final. Aguardou uma resposta de Fábio, uma definição, uma palavra, qualquer coisa. Contendo a emoção Fábio disse-lhe que "ela deveria continuar com o seu noivo, que o noivo era muito melhor do que ele, etc....". Convenientes, quase covardes, mentiras! Abraçaram-se, quase choraram e foram embora. E o dia... continuou cinza.
Os dias seguintes foram de continuação dos festejos da Formatura. Missa, Colação de Grau, Famílias Felizes. Em momento algum dos festejos estiveram próximos; viram-se, de longe.
Na semana seguinte Ellena enviou uma carta a Fábio, com o recorte de uma crônica, falando de um acontecimento parecido. Chamou-o de covarde.
Ele guardou o recorte durante algum tempo. Ela...casou-se com o noivo.
domingo, abril 18, 2004
EU TERIA UM DESGOSTO PROFUNDO
SE FALTASSE O FLAMENGO NO MUNDO...
Grande vitória do Flamengo na decisão do Campeonato Carioca de 2004. Em jogo tumultuado, onde mais uma vez ficou patente a boçalidade dominante no meio futebolístico, dirigentes, técnicos e jogadores dando incríveis demonstrações de falta de educação e compostura, nem isso impediu a emoção de ganharmos mais uma vez do Vasco.
Foi demais!!! 3X1 com inteira justiça!!!
Grande partida do Zinho, do Douglas Silva, do Jean, muito bem coadjuvados pelos demais jogadores do time. O Vasco fez um primeiro tempo razoável, enquanto o Mengão pouco jogou, mas no 2º tempo só deu Flamengo.
Saldos do jogo:
Felipe, muito marcado, nada fez;
Junior, mais uma vez a classe personificada;
Abel, armou bem o time no 2º tempo.
Parece que vai haver venda de chopp lá no Vasco. Devem fazer uma liquidação pros 30 mil litros que o deputado comprou, pra não chocar. Hehehehehehe!!!
MENGOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
SE FALTASSE O FLAMENGO NO MUNDO...
Grande vitória do Flamengo na decisão do Campeonato Carioca de 2004. Em jogo tumultuado, onde mais uma vez ficou patente a boçalidade dominante no meio futebolístico, dirigentes, técnicos e jogadores dando incríveis demonstrações de falta de educação e compostura, nem isso impediu a emoção de ganharmos mais uma vez do Vasco.
Foi demais!!! 3X1 com inteira justiça!!!
Grande partida do Zinho, do Douglas Silva, do Jean, muito bem coadjuvados pelos demais jogadores do time. O Vasco fez um primeiro tempo razoável, enquanto o Mengão pouco jogou, mas no 2º tempo só deu Flamengo.
Saldos do jogo:
Felipe, muito marcado, nada fez;
Junior, mais uma vez a classe personificada;
Abel, armou bem o time no 2º tempo.
Parece que vai haver venda de chopp lá no Vasco. Devem fazer uma liquidação pros 30 mil litros que o deputado comprou, pra não chocar. Hehehehehehe!!!
MENGOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ZERO-X
Assim falou meu jovem amigo, sobre as nossas esperanças cariocas de ver a situação normalizada:
"Se a esperança é a última que morre, acho que enterraram ela viva..."
Abraço e te cuida! ^_^
Zero-X - 13-04-2004 20:51:38
ESSE JOVEM, SABE DAS COISAS!!!
Assim falou meu jovem amigo, sobre as nossas esperanças cariocas de ver a situação normalizada:
"Se a esperança é a última que morre, acho que enterraram ela viva..."
Abraço e te cuida! ^_^
Zero-X - 13-04-2004 20:51:38
ESSE JOVEM, SABE DAS COISAS!!!
quinta-feira, abril 15, 2004
LULU MORREU!
O bandidão mor da Rocinha morreu! Hoje foi enterrado.
Sobre o assunto, algumas linhas do que saiu nos noticiários.
Durante o enterro, parentes e amigos do traficante cantaram refrões de guerra contra o invasor da favela, Eduíno Eustáquio de Araújo Filho: "Dudu, pode esperar que a tua hora vai chegar", querendo vingança pela morte de Lulu. Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro do bandido.
Um representante dos moradores da Rocinha informou ao coronel da PM Romão Vilaça de que não garantiria a integridade das pessoas, caso a polícia e a imprensa acompanhassem o enterro. O cortejo foi aplaudido e sete coroas ornamentavam o caixão. Cem policiais acompanharam o enterro à distância.
No velório, o clima também foi tenso. Um grupo de mulheres ligadas ao traficante agrediu os jornalistas que estavam em frente ao cemitério. Uma repórter da TV Bandeirantes foi atingida por uma pedra lançada por uma das mulheres.
VOCÊ ACREDITA QUE ISSO TEM JEITO?
O bandidão mor da Rocinha morreu! Hoje foi enterrado.
Sobre o assunto, algumas linhas do que saiu nos noticiários.
Durante o enterro, parentes e amigos do traficante cantaram refrões de guerra contra o invasor da favela, Eduíno Eustáquio de Araújo Filho: "Dudu, pode esperar que a tua hora vai chegar", querendo vingança pela morte de Lulu. Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro do bandido.
Um representante dos moradores da Rocinha informou ao coronel da PM Romão Vilaça de que não garantiria a integridade das pessoas, caso a polícia e a imprensa acompanhassem o enterro. O cortejo foi aplaudido e sete coroas ornamentavam o caixão. Cem policiais acompanharam o enterro à distância.
No velório, o clima também foi tenso. Um grupo de mulheres ligadas ao traficante agrediu os jornalistas que estavam em frente ao cemitério. Uma repórter da TV Bandeirantes foi atingida por uma pedra lançada por uma das mulheres.
VOCÊ ACREDITA QUE ISSO TEM JEITO?
quarta-feira, abril 14, 2004
ESTAMOS NOS PLAYOFFS DA NBA!
Essa é pra quem gosta de esporte e, mais ainda, de basquete.
O time do Nenê, jogador brasileiro que tem se destacado (de verdade!) jogando na liga americana (NBA), classificou-se para as rodadas decisivas, os tais playoffs, do maior campeonato de basquete do mundo.
Possivelmente não passarão da 1ª rodada, já que o adversário é a fortíssima equipe do San Antonio Spurs, atual campeã. Mas, já foi um feito importante, tanto pro Denver Nuggets, equipe do Nenê, quanto pra ele mesmo como atleta de elite.
VALEU, NENÊ!!!
Essa é pra quem gosta de esporte e, mais ainda, de basquete.
O time do Nenê, jogador brasileiro que tem se destacado (de verdade!) jogando na liga americana (NBA), classificou-se para as rodadas decisivas, os tais playoffs, do maior campeonato de basquete do mundo.
Possivelmente não passarão da 1ª rodada, já que o adversário é a fortíssima equipe do San Antonio Spurs, atual campeã. Mas, já foi um feito importante, tanto pro Denver Nuggets, equipe do Nenê, quanto pra ele mesmo como atleta de elite.
VALEU, NENÊ!!!
sábado, abril 10, 2004
FLAMENGO X VASCO
Amanhã a coisa vai pegar fogo! Melhor dizendo: creio que vão sair as primeiras fagulhas, de leve, sem muita convicção, pois os dois times vão entrar meio resguardados, meio na encolha.
Os técnicos, que não são idiotas, devem segurar para o segundo jogo as suas armas mais poderosas (se é que eles as tem!). Daí, então, o jogo pode ser bem morrinha. Mas, deve ser um jogo cheio de emoções, pela própria mística e rivalidade que encerra.
Como estamos em plena Páscoa, época de chocolates, que tal imaginar que o Mengão consiga dar um chocolate no Vasco e entrar para o segundo jogo mais tranqüilo?
Custa nada, imaginar, torcer.
DA-LHE MENGÃO!!!
Amanhã a coisa vai pegar fogo! Melhor dizendo: creio que vão sair as primeiras fagulhas, de leve, sem muita convicção, pois os dois times vão entrar meio resguardados, meio na encolha.
Os técnicos, que não são idiotas, devem segurar para o segundo jogo as suas armas mais poderosas (se é que eles as tem!). Daí, então, o jogo pode ser bem morrinha. Mas, deve ser um jogo cheio de emoções, pela própria mística e rivalidade que encerra.
Como estamos em plena Páscoa, época de chocolates, que tal imaginar que o Mengão consiga dar um chocolate no Vasco e entrar para o segundo jogo mais tranqüilo?
Custa nada, imaginar, torcer.
DA-LHE MENGÃO!!!
UM POUCO DE... , TODOS OS SENTIDOS,,
QUALQUER COISA
Gosto do meu blog; de fato, gosto! Sem querer ser pretensioso, creio que cumpro essa missão com prazer e dou meus pitacos. Mas, existem blogs que nos deixam admirados, que servem de exemplo e referência.
Como arquiteto, sempre me encantei por projetos que me surpreendessem, que eu pensasse que não seria capaz de imaginar, algo intangível para simples e competentes profissionais. Tipo, coisa de gênio, predestinado. Niemeyer, Wright e outros.
Comparando, fazendo analogia com esse tipo de pensamento, como blogueiro fico maravilhado quando vejo o trabalho de grandes amigas, que fazem dos seus espaços um local de prazer visual, informação de alto nível e uma capacidade de organização, essa principalmente, inalcançáveis para mim.
Falo, especificamente, da Miriam da Ana e da Márcia, cujos blogs são objetos religiosos das minhas peregrinações bloguisticas, sempre!
Não devo esquecer, ou dar menos destaque, aos meus (possessivo o rapaz!) Obrigatórios, que são mesmo obrigatórios. Não se trata de força de expressão. Cada qual a seu jeito, com sua característica, tem ao meu mais profundo afeto e respeito.
Mas hoje, a vez é delas.
MEUS PARABÉNS E ADMIRAÇÃO A MIRIAM, ANA E MÁRCIA
QUALQUER COISA
Gosto do meu blog; de fato, gosto! Sem querer ser pretensioso, creio que cumpro essa missão com prazer e dou meus pitacos. Mas, existem blogs que nos deixam admirados, que servem de exemplo e referência.
Como arquiteto, sempre me encantei por projetos que me surpreendessem, que eu pensasse que não seria capaz de imaginar, algo intangível para simples e competentes profissionais. Tipo, coisa de gênio, predestinado. Niemeyer, Wright e outros.
Comparando, fazendo analogia com esse tipo de pensamento, como blogueiro fico maravilhado quando vejo o trabalho de grandes amigas, que fazem dos seus espaços um local de prazer visual, informação de alto nível e uma capacidade de organização, essa principalmente, inalcançáveis para mim.
Falo, especificamente, da Miriam da Ana e da Márcia, cujos blogs são objetos religiosos das minhas peregrinações bloguisticas, sempre!
Não devo esquecer, ou dar menos destaque, aos meus (possessivo o rapaz!) Obrigatórios, que são mesmo obrigatórios. Não se trata de força de expressão. Cada qual a seu jeito, com sua característica, tem ao meu mais profundo afeto e respeito.
Mas hoje, a vez é delas.
MEUS PARABÉNS E ADMIRAÇÃO A MIRIAM, ANA E MÁRCIA
sexta-feira, março 19, 2004
ECOS PAULISTANOS (1)
Uma semana, pouco mais, da minha visita a São Paulo, encontro um tempinho a mais para registrar algumas impressões da Megalópole Enlouquecida.
Todos que costumam visitar esse cantinho sabem da minha admiração/paixão pela cidade. Muitos consideram essa afeição uma demonstração desequilibrada da minha parte, carioca que sou, quarenta anos de Leblon, etc, etc.., mas o que vem do sensível a gente não busca explicação. Aceita, aproveita e pronto!
Então, lá vai, lá vão, as minhas impressões sobre São Paulo, com os devidos descontos pelo pouco tempo que me demorei por lá.
Sem contar que estar dias seguidos ao lado do meu filho Bruno e da sua mulher Mariah, tornaria agradável qualquer lugar do mundo.
Sem preocupação com cronologia ou assunto, vou tocando os pontos:
CIDADE:
Pelo que vi, por onde andei, acredito que as obras, de certa forma necessárias, mas pelo visto no momento inoportuno, estão deixando todo mundo alucinado. Trânsito caótico, dificultado pelas ditas obras, as ruas (que já não eram bonitas) sujas e feias, dificuldades imensas de deslocamento, fazendo que qualquer pessoa que trabalhe com necessidades de deslocamentos, não consiga assumir mais de um compromisso por dia, sob o risco de não conseguir cumpri-lo. Cada vez mais, aquele velho axioma que diz que você, em SP, tem que morar ao lado de onde trabalha, é um fato. Ou, prepare-se para gastar de três a quatro horas por dia, para chegar onde precisa.
Mas, apesar das mazelas, apesar da Prefeita, apesar dos pesares, São Paulo continua grande!!!
ASSUNTO PROFISSIONAL E ARQUITETURA
Na época em que vivi em São Paulo, fiz alguns projetos e deixei obras em execução. Executei uns projetos para o Exercito, num terreno em local privilegiado (Ibirapuera), onde além de um quartel, em construção, projetei alguns prédios de apartamentos, um para os Oficiais Generais (pronto e ocupado) e outros (eram três, mas só um está em término de construção) para Oficiais Superiores (leia-se, Majores e Coronéis). Em outras vezes que estive em SP, só consegui vê-los de fora. Dessa vez,por solicitação do pessoal ligado às obras, fui ver os prédios de perto. Fiquei feliz com a delicadeza do capitão, em mostrar-me o que havia sido feito, como se quisessem a minha aprovação, e contente em ver que, apesar de uns descuidos com detalhes e acabamentos, os prédios ficaram num patamar que eu posso qualificar como de bom para ótimo. Coisa pessoal, passou!
Da arquitetura paulistana, espanta-me ver a vitalidade e rapidez com que são construídos aqueles enormes prédios da Faria Lima, Vila Olímpia e outros bairros. Muitas das vezes,espanto-me com a variedade, nem sempre, pra mim, de bom gosto. Tenho a impressão que a necessidade de fazer coisas diferentes, coisas que a cidade grande e as exigências de parecer inovador impulsionam, conseguem criar prédios de difícil assimilação. Não só para o grande público em geral, mas até para quem está acostumado profissionalmente, como eu e outros arquitetos e designers.
Especificamente, citaria o estranhíssimo prédio projetado pelo Ruy Ohtake, em Pinheiros próximo da Fnac. Sinceramente, não gostei! Respeito fortemente o profissional, um dos mais conceituados no Brasil, mas...não gostei. Grande demais para o local, não consegue ser visto corretamente (talvez isso seja a razão da estranheza), as cores são agressivas e desnecessárias em uma edificação tão gigantesca, sei lá!!! Não gostei mesmo!!!
Pra deixar bem claro que não é um assunto localizado, algo contra o arquiteto, gosto muito do Hotel Unique, na Brigadeiro. Sei que tem muita gente que não gosta, mas eu gosto!
Outro enorme prédio, esquina da Faria Lima com Juscelino (ou quase), com o fechamento externo em vidro espelhado, com alguns facetados exagerados, também não me desceu muito bem.
De modo geral, acho que os arquitetos paulistas estão com um problema de super atuação.
Diga-se a bem da verdade: problema mundial!
Em compensação fiquei feliz em saber que aquele monstrengo paralisado da Marginal, que está em litígio há anos, perdeu a última instância e vai ter de demolir os dois pavimentos a mais que o empresário-estelionatário fez. Espero!!!
Pensei em fazer um único relato dessa minha estada em São Paulo. Ficou enorme, dividi em dois blocos. Complemento depois.
GRANDE COMO SÃO PAULO!!!
Uma semana, pouco mais, da minha visita a São Paulo, encontro um tempinho a mais para registrar algumas impressões da Megalópole Enlouquecida.
Todos que costumam visitar esse cantinho sabem da minha admiração/paixão pela cidade. Muitos consideram essa afeição uma demonstração desequilibrada da minha parte, carioca que sou, quarenta anos de Leblon, etc, etc.., mas o que vem do sensível a gente não busca explicação. Aceita, aproveita e pronto!
Então, lá vai, lá vão, as minhas impressões sobre São Paulo, com os devidos descontos pelo pouco tempo que me demorei por lá.
Sem contar que estar dias seguidos ao lado do meu filho Bruno e da sua mulher Mariah, tornaria agradável qualquer lugar do mundo.
Sem preocupação com cronologia ou assunto, vou tocando os pontos:
CIDADE:
Pelo que vi, por onde andei, acredito que as obras, de certa forma necessárias, mas pelo visto no momento inoportuno, estão deixando todo mundo alucinado. Trânsito caótico, dificultado pelas ditas obras, as ruas (que já não eram bonitas) sujas e feias, dificuldades imensas de deslocamento, fazendo que qualquer pessoa que trabalhe com necessidades de deslocamentos, não consiga assumir mais de um compromisso por dia, sob o risco de não conseguir cumpri-lo. Cada vez mais, aquele velho axioma que diz que você, em SP, tem que morar ao lado de onde trabalha, é um fato. Ou, prepare-se para gastar de três a quatro horas por dia, para chegar onde precisa.
Mas, apesar das mazelas, apesar da Prefeita, apesar dos pesares, São Paulo continua grande!!!
ASSUNTO PROFISSIONAL E ARQUITETURA
Na época em que vivi em São Paulo, fiz alguns projetos e deixei obras em execução. Executei uns projetos para o Exercito, num terreno em local privilegiado (Ibirapuera), onde além de um quartel, em construção, projetei alguns prédios de apartamentos, um para os Oficiais Generais (pronto e ocupado) e outros (eram três, mas só um está em término de construção) para Oficiais Superiores (leia-se, Majores e Coronéis). Em outras vezes que estive em SP, só consegui vê-los de fora. Dessa vez,por solicitação do pessoal ligado às obras, fui ver os prédios de perto. Fiquei feliz com a delicadeza do capitão, em mostrar-me o que havia sido feito, como se quisessem a minha aprovação, e contente em ver que, apesar de uns descuidos com detalhes e acabamentos, os prédios ficaram num patamar que eu posso qualificar como de bom para ótimo. Coisa pessoal, passou!
Da arquitetura paulistana, espanta-me ver a vitalidade e rapidez com que são construídos aqueles enormes prédios da Faria Lima, Vila Olímpia e outros bairros. Muitas das vezes,espanto-me com a variedade, nem sempre, pra mim, de bom gosto. Tenho a impressão que a necessidade de fazer coisas diferentes, coisas que a cidade grande e as exigências de parecer inovador impulsionam, conseguem criar prédios de difícil assimilação. Não só para o grande público em geral, mas até para quem está acostumado profissionalmente, como eu e outros arquitetos e designers.
Especificamente, citaria o estranhíssimo prédio projetado pelo Ruy Ohtake, em Pinheiros próximo da Fnac. Sinceramente, não gostei! Respeito fortemente o profissional, um dos mais conceituados no Brasil, mas...não gostei. Grande demais para o local, não consegue ser visto corretamente (talvez isso seja a razão da estranheza), as cores são agressivas e desnecessárias em uma edificação tão gigantesca, sei lá!!! Não gostei mesmo!!!
Pra deixar bem claro que não é um assunto localizado, algo contra o arquiteto, gosto muito do Hotel Unique, na Brigadeiro. Sei que tem muita gente que não gosta, mas eu gosto!
Outro enorme prédio, esquina da Faria Lima com Juscelino (ou quase), com o fechamento externo em vidro espelhado, com alguns facetados exagerados, também não me desceu muito bem.
De modo geral, acho que os arquitetos paulistas estão com um problema de super atuação.
Diga-se a bem da verdade: problema mundial!
Em compensação fiquei feliz em saber que aquele monstrengo paralisado da Marginal, que está em litígio há anos, perdeu a última instância e vai ter de demolir os dois pavimentos a mais que o empresário-estelionatário fez. Espero!!!
Pensei em fazer um único relato dessa minha estada em São Paulo. Ficou enorme, dividi em dois blocos. Complemento depois.
GRANDE COMO SÃO PAULO!!!
quinta-feira, março 04, 2004
MANCHETE DE PRIMEIRA PÁGINA DO GLOBO!!!???
Leio sempre o Globo; sou assinante. Estou acostumado a manchetes de qualidade, assuntos interessantes ou graves, talvez até diferentes, engraçados. Mas, com algum valor, pequeno que seja.
Daí, minha estupefação em ver, como assunto de primeira página do jornal, a notícia da falsa gravidez da Luma.
Pombas!!! Isso lá é assunto de primeira página, de um jornal como o Globo?
Mas, pensei, talvez eu é que esteja viajando, a notícia deve ser importante. Afinal, pelo menos gostosa a falsa grávida é; ninguém discorda.
Aí, lendo a coluna de Cora Ronai, no Globo, li o seguinte texto:
Eu estava tomando café da manhã com os gatos quando vi a notícia da não-gravidez da Luma no alto da primeira página. Levei um susto.
— Gente, o jornal surtou... Teve um caso agudo de Síndrome de Contigo!
Fiquei aliviado!!! Parece que não sou só eu, o espantado com a coisa. Ufa!!!
FALTA DE ASSUNTO, MESMO!!!
Leio sempre o Globo; sou assinante. Estou acostumado a manchetes de qualidade, assuntos interessantes ou graves, talvez até diferentes, engraçados. Mas, com algum valor, pequeno que seja.
Daí, minha estupefação em ver, como assunto de primeira página do jornal, a notícia da falsa gravidez da Luma.
Pombas!!! Isso lá é assunto de primeira página, de um jornal como o Globo?
Mas, pensei, talvez eu é que esteja viajando, a notícia deve ser importante. Afinal, pelo menos gostosa a falsa grávida é; ninguém discorda.
Aí, lendo a coluna de Cora Ronai, no Globo, li o seguinte texto:
Eu estava tomando café da manhã com os gatos quando vi a notícia da não-gravidez da Luma no alto da primeira página. Levei um susto.
— Gente, o jornal surtou... Teve um caso agudo de Síndrome de Contigo!
Fiquei aliviado!!! Parece que não sou só eu, o espantado com a coisa. Ufa!!!
FALTA DE ASSUNTO, MESMO!!!
quinta-feira, fevereiro 26, 2004
ESPANTOSO
Acho que todos se lembram daquele Procurador encrenqueiro e confuso, Luiz Francisco de Souza, petista de carteirinha e enganador metido a diferente, que chegou até a ser confundido com um grande herói das denúncias no governo FHC.
Pois bem! Agora ele escreveu um livro, Socialismo-Uma Utopia Cristã, que, dizem os estóicos que o leram (sera?), é mais confuso, nas suas mais de mil páginas do que as confusões que ele fazia como Procurador.
Só pra dar um toque nas peripécias do herói:
Conseguiu um curso no exterior, mais precisamente em Portugal, e voltou uma semana depois dizendo que não havia se adaptado. Vai ver, foi com a língua de lá.
HEROI NACIONAL....QUAL!!!???
Acho que todos se lembram daquele Procurador encrenqueiro e confuso, Luiz Francisco de Souza, petista de carteirinha e enganador metido a diferente, que chegou até a ser confundido com um grande herói das denúncias no governo FHC.
Pois bem! Agora ele escreveu um livro, Socialismo-Uma Utopia Cristã, que, dizem os estóicos que o leram (sera?), é mais confuso, nas suas mais de mil páginas do que as confusões que ele fazia como Procurador.
Só pra dar um toque nas peripécias do herói:
Conseguiu um curso no exterior, mais precisamente em Portugal, e voltou uma semana depois dizendo que não havia se adaptado. Vai ver, foi com a língua de lá.
HEROI NACIONAL....QUAL!!!???
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
PRA ENTENDER ALGUMAS COISAS
Política, essa coisa melodramática da nossa história, não é pra qualquer um. Tem que ter estomago, tem que ser técnico em engolir sapos e, sobretudo, tem que ser um mestre da prestidigitação, pra nos enganar sempre e continuar fazendo com que nós imaginemos que eles vão de emendar.
Porisso mesmo, gosto de colocar coisas e opiniões de quem é do ramo; porisso mesmo, sempre pinço coisas do mestre Gaspari. Dessa vez, levinhas e saborosas. Só pra não passar batido.
Da coluna do Gaspari, 22 / fevereiro
Sabedoria
Do senador José Sarney, na sua encarnação de marquês do Segundo Império:
"O PT sabe criar crises. Não sabe desfazê-las. Pior: acredita que se desfaz uma crise criando-se outra, maior."
Gangorra
Há ministros que sobem e ministros que descem.
Sobe Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, por dois motivos: é advogado criminalista e não perde a calma.
Uma de suas lições: "De todos os clientes, o que exige mais cuidado ao advogado de defesa é o inocente."
Constatação
De um conhecedor do governo:
"O José Dirceu tem a memória do governo, da campanha e do partido. Mexer nele é a mesma coisa que apagar o disco do computador. A menos que você queira trocar o sistema operacional, é melhor deixá-lo em paz."
SABE DE TUDO, O CARA!!!
Política, essa coisa melodramática da nossa história, não é pra qualquer um. Tem que ter estomago, tem que ser técnico em engolir sapos e, sobretudo, tem que ser um mestre da prestidigitação, pra nos enganar sempre e continuar fazendo com que nós imaginemos que eles vão de emendar.
Porisso mesmo, gosto de colocar coisas e opiniões de quem é do ramo; porisso mesmo, sempre pinço coisas do mestre Gaspari. Dessa vez, levinhas e saborosas. Só pra não passar batido.
Da coluna do Gaspari, 22 / fevereiro
Sabedoria
Do senador José Sarney, na sua encarnação de marquês do Segundo Império:
"O PT sabe criar crises. Não sabe desfazê-las. Pior: acredita que se desfaz uma crise criando-se outra, maior."
Gangorra
Há ministros que sobem e ministros que descem.
Sobe Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, por dois motivos: é advogado criminalista e não perde a calma.
Uma de suas lições: "De todos os clientes, o que exige mais cuidado ao advogado de defesa é o inocente."
Constatação
De um conhecedor do governo:
"O José Dirceu tem a memória do governo, da campanha e do partido. Mexer nele é a mesma coisa que apagar o disco do computador. A menos que você queira trocar o sistema operacional, é melhor deixá-lo em paz."
SABE DE TUDO, O CARA!!!
sábado, fevereiro 21, 2004
E O BICHO PEGOU!!!
Esse assunto do tal assessor especial do Zé Dirceu, fedeu! E fedeu muito do mal-cheiroso.
Tentaram deixar pra ver se fluia levemente pelo exaustor, mas não deu.
"Foram coisas que aconteceram em governos passados", alegaram, enquanto os fatos se encarregaram de provar exatamente o contrário.
Aí, o fétido odor característico saiu dos sanitários longínquos e invadiu os salões nobres do Palácio do Planalto. Alguma coisa tinha que ser feita, há que se apagar esse incêndio merdíforo (credo!), providência tem que ser tomada, cabeças pensantes (???) imaginam saídas e...surge a salvadora proposta:
"Vamos fazer um Fome Zero dessa zona toda: Vamos fechar os Bingos; tacamos uma MP e, pronto! Damos uma satisfação (sastifação!!!) à sociedade brasileira."
Dessa medida, que não sirva apenas como uma cortina de fumaça, um cala-a-boca sutil (???!!!) do Governo, uma coisa foi muito boa: acabaram ** com essa imoralidade dos bingos e suas ligações mafiosas!
Vamos ver no que dá o(s) desdobramento(s) desse caso!
DERAM A DESCARGA, MAS O FEDOR AINDA ESTÁ NO AR!!!
**Junto com os bingos, acabou-se (espera-se!) essa boca-livre dos políticos, ai incluídos todos eles, na obtenção de bene$$e$ e facilidades$ para suas campanhas eleitorais
Esse assunto do tal assessor especial do Zé Dirceu, fedeu! E fedeu muito do mal-cheiroso.
Tentaram deixar pra ver se fluia levemente pelo exaustor, mas não deu.
"Foram coisas que aconteceram em governos passados", alegaram, enquanto os fatos se encarregaram de provar exatamente o contrário.
Aí, o fétido odor característico saiu dos sanitários longínquos e invadiu os salões nobres do Palácio do Planalto. Alguma coisa tinha que ser feita, há que se apagar esse incêndio merdíforo (credo!), providência tem que ser tomada, cabeças pensantes (???) imaginam saídas e...surge a salvadora proposta:
"Vamos fazer um Fome Zero dessa zona toda: Vamos fechar os Bingos; tacamos uma MP e, pronto! Damos uma satisfação (sastifação!!!) à sociedade brasileira."
Dessa medida, que não sirva apenas como uma cortina de fumaça, um cala-a-boca sutil (???!!!) do Governo, uma coisa foi muito boa: acabaram ** com essa imoralidade dos bingos e suas ligações mafiosas!
Vamos ver no que dá o(s) desdobramento(s) desse caso!
DERAM A DESCARGA, MAS O FEDOR AINDA ESTÁ NO AR!!!
**Junto com os bingos, acabou-se (espera-se!) essa boca-livre dos políticos, ai incluídos todos eles, na obtenção de bene$$e$ e facilidades$ para suas campanhas eleitorais
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
AH!!!BÃO!!!
Deu nas páginas dos jornais e nos sites da Internet
Caixa diz que biscoito da sorte chinês causou recorde na Mega-Sena
Globo Online
BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira que um fenômeno inusitado provocou um recorde de 15 ganhadores, todos do Nordeste, no concurso 529 da Mega-Sena, sorteado em 14 de janeiro.
...
Sabendo que a probabilidade de acerto na Mega-Sena é de uma para cada 50 milhões de apostas em seqüências diferentes e que o concurso teve apenas 3,2 milhões de apostas, distribuídas geograficamente em todo o Brasil, era praticamente impossível que houvesse um número tão grande de ganhadores em um só concurso. O recorde anterior era de quatro ganhadores...
...
Com isso, a Caixa entendeu que a única possibilidade para que isto tivesse ocorrido seria a existência de um fato na região Nordeste que levasse os apostadores a jogar na seqüência premiada: 01-13-33-38-45-56. Para descobrir o que teria acontecido, a Caixa entrevistou os premiados e descobriu que a maioria ...disse ter marcado nos volantes os números impressos nos papeizinhos que acompanham os biscoitos da sorte distribuídos em restaurantes chineses.
A Caixa descobriu que muitos dos restaurantes citados pelos ganhadores eram da rede Chinatown que, entre lojas próprias e franquias, têm 20 estabelecimentos no Nordeste. A fábrica dos biscoitos é da própria rede e fornece os brindes para outros 30 restaurantes chineses na região.
...
Nesta quarta-feira, os senadores Demostenes Torres (PFL-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR) exigiram da Caixa esclarecimentos sobre o concurso.
ENTÃO TÁ!!!
PASSAM A FIGURAR NAS COISAS A SE ACREDITAR:
SACI, DUENDES, POLÍTICO HONESTO, FOME ZERO, VIRGINDADE DA SANDY, ETC, NÃO NECESSARIAMENTE NESSA ORDEM.
E MAIS: JÁ PENSARAM COMO TEM NORDESTINO QUE GOSTA DE COMIDA CHINESA
Deu nas páginas dos jornais e nos sites da Internet
Caixa diz que biscoito da sorte chinês causou recorde na Mega-Sena
Globo Online
BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira que um fenômeno inusitado provocou um recorde de 15 ganhadores, todos do Nordeste, no concurso 529 da Mega-Sena, sorteado em 14 de janeiro.
...
Sabendo que a probabilidade de acerto na Mega-Sena é de uma para cada 50 milhões de apostas em seqüências diferentes e que o concurso teve apenas 3,2 milhões de apostas, distribuídas geograficamente em todo o Brasil, era praticamente impossível que houvesse um número tão grande de ganhadores em um só concurso. O recorde anterior era de quatro ganhadores...
...
Com isso, a Caixa entendeu que a única possibilidade para que isto tivesse ocorrido seria a existência de um fato na região Nordeste que levasse os apostadores a jogar na seqüência premiada: 01-13-33-38-45-56. Para descobrir o que teria acontecido, a Caixa entrevistou os premiados e descobriu que a maioria ...disse ter marcado nos volantes os números impressos nos papeizinhos que acompanham os biscoitos da sorte distribuídos em restaurantes chineses.
A Caixa descobriu que muitos dos restaurantes citados pelos ganhadores eram da rede Chinatown que, entre lojas próprias e franquias, têm 20 estabelecimentos no Nordeste. A fábrica dos biscoitos é da própria rede e fornece os brindes para outros 30 restaurantes chineses na região.
...
Nesta quarta-feira, os senadores Demostenes Torres (PFL-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR) exigiram da Caixa esclarecimentos sobre o concurso.
ENTÃO TÁ!!!
PASSAM A FIGURAR NAS COISAS A SE ACREDITAR:
SACI, DUENDES, POLÍTICO HONESTO, FOME ZERO, VIRGINDADE DA SANDY, ETC, NÃO NECESSARIAMENTE NESSA ORDEM.
E MAIS: JÁ PENSARAM COMO TEM NORDESTINO QUE GOSTA DE COMIDA CHINESA
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
MUITO SINTOMÁTICO
Não li muito bem, pois sai cedo e faltou-me tempo. Mas, vou ler com cuidado!
Mesmo assim, fiquei impressionado com a leveza do pronunciamento do Zé Dirceu, o jeitão que ele creditou (debitou?) todo o ocorrido aos tempos antigos, tipo não sei, ou não quero, falar desse troço.
Ai...tem!!!
Também, essa correria de todos os carinhas do partido, dos apaniguados e apadrinhados, pra dar uma forcinha pro seu Super, pareceu muito forçada (desculpem a redundância), muito cuidadosa demais.
Repito: Aí....tem!!!
ORA, SE TEM!!!
Não li muito bem, pois sai cedo e faltou-me tempo. Mas, vou ler com cuidado!
Mesmo assim, fiquei impressionado com a leveza do pronunciamento do Zé Dirceu, o jeitão que ele creditou (debitou?) todo o ocorrido aos tempos antigos, tipo não sei, ou não quero, falar desse troço.
Ai...tem!!!
Também, essa correria de todos os carinhas do partido, dos apaniguados e apadrinhados, pra dar uma forcinha pro seu Super, pareceu muito forçada (desculpem a redundância), muito cuidadosa demais.
Repito: Aí....tem!!!
ORA, SE TEM!!!
domingo, fevereiro 15, 2004
TURMA DE 1958
Quase uma História de Amor
A FACULDADE
Haviam acabado de entrar na Faculdade.
Os grupinhos e amizades ainda não estavam definidos. Apenas alguns amigos e colegas do curso vestibular, poucos companheiros de colégio, conhecidos eventuais.
Eram, de certa forma, estranhos a procura de suas identidades e afinidades.
AS AULAS
Muitas matérias no 1º ano.
Os nomes, nas listas de chamadas, foi o primeiro passo
para que começassem a se conhecer.
De toda forma ainda eram apenas mais um nome na lista de chamada.
AS TURMAS ESPECIAIS
Em algumas matérias o grupo teve de ser obrigatoriamente dividido, em turmas menores.
As turmas de Desenho , realizadas em um salão, com uns 15 a 20 alunos, obrigavam uma maior aproximação natural. Um aluno posava e os colegas o desenhavam. Gozações e brincadeiras, inevitáveis.
Entre os quase 20 alunos apenas cinco meninas no grupo. E tinha a Elenna!!!
ELENNA
Com esse nome diferente, quietinha, calma, longos cabelos castanhos, ela encantava a todos. E foi ela, exatamente ela, a primeira colega que serviu de modelo.
Isso duraria umas três ou quatro sessões, para satisfação geral e as naturais paqueras e piadinhas.
O NAMORO (OU QUASE)
Não ficou claro por que, mas Elenna, quase acanhadamente, timidamente, bandeou-se para os lados do Fábio. Ele, também tímido e cuidadoso; afinal sabiam que a menina era noiva na localidade de onde viera. Esse suposto noivado acabou atrapalhando o desenvolvimento do namoro. Não engrenou nunca.
Saíam juntos, iam ao cinema, estavam sempre próximos, mas, pelo menos para ela, o namoro não era possível.
FICARAM AMIGOS(???)
O primeiro ano acabou, e o namoro, ou quase, também. Ficaram amigos.
Ela continuava linda, mas Fábio havia arrefecido seu entusiasmo, claro!!!
Ficou na dele!!!.
ANOS SEGUINTES
Nos anos seguintes do curso, seguiram seus caminhos.
Fábio, conheceu uma outra moça, namorou e acabou ficando noivo.
Elenna, por seu turno, namorou outro rapaz , esqueceu do prometido noivo da cidade pequena e também ficou noiva.
No último ano da Faculdade, às vésperas da formatura, ela, de casamento marcado,
foi conversar com Fábio sobre suas dúvidas quanto ao casamento próximo.
Conversaram horas e ela perguntou-lhe como ele havia acabado seu noivado, como tinha sido o rompimento e outros detalhes.
Detalhe: aquele noivado, do Fábio, já havia ido para o espaço e ele estava completamente livre!.
A FESTA DE FORMATURA
O ano terminou, e a formatura da turma chegou.
Entre as tantas comemorações, foi organizada uma festa, com música e tudo, naquele mesmo salão onde ocorriam as aulas de Desenho do1o ano.
Festa maravilhosa!!! Comidinhas, bebidinhas, lá estavam todos, com suas namoradas, noivas e muitos, Fábio um deles, completamente livres e soltos!
Fábio não era de dançar, mas o momento e o astral geral, empurraram-no e ele foi para o salão. Dançava com a irmã de um amigo colega de turma, quando foi interrompido, pela Elenna, que tirou-o dos braços da outra, dizendo:
Se ele quer dançar com alguém tem que ser comigo!.
Surpreso e feliz, Fábio aceitou o convite. Parecia que ele sabia que isso iria acontecer! Dançaram e se beijaram, sem qualquer preocupação ou cuidado, pelo resto da festa. O inesperado acontecera!
Espanto e pasmo da irmã de Ellena, que fora a festa!!
Afinal ela estava noiva e de casamento marcado para as próximas semanas.
A festa acabou, despediram-se felizes como os enamorados, aos beijos e abraços; combinaram de se falar no dia seguinte.
Detalhe importante: por uma dessas casualidades inexplicáveis (será?), o noivo de Elenna não havia ido a festa!
DIA SEGUINTE
O encontro: manhã cinzenta, começo de janeiro de 1959.
Faculdade vazia, ninguém por lá. Fábio chegou primeiro; esperaria.
Falar o quê, do quê, pensava Fábio? Passada a enorme euforia do momento da festa, refletia sobre o que acontecera, nas possíveis repercussões e desdobramentos. Afinal, Elenna estava noiva, de casamento marcado!!!
Elenna chegou; sentaram-se num banco de madeira, olharam-se, nada falaram.
Engraçado! Parecia que sabiam o que iria acontecer. Sequer uma emoção maior aconteceu. Ela contou que havia dito tudo ao noivo, que ele entendera e deixara por conta dela o que aconteceria.
Aguardou uma resposta de Fábio, uma definição, uma palavra, qualquer coisa.
Contendo a emoção Fábio disse que ela deveria continuar com o seu noivo,
que era muito melhor do que ele, etc.....
Convenientes, quase covardes, mentiras!!!
Abraçaram-se, quase choraram e foram embora. E o dia continuou cinza....
REPERCUSSÕES
Os dias seguintes foram de continuação dos festejos da Formatura.
Missa, Colação de Grau , Famílias Felizes.
Em momento algum dos festejos estiveram próximos; viram-se, de longe.
Na semana seguinte ela enviou uma carta a Fábio, com o recorte de uma crônica, falando de um acontecimento parecido. Julgou-o covarde.
Ele guardou o recorte durante algum tempo.
Ela, casou-se com o noivo.
Quase uma História de Amor
A FACULDADE
Haviam acabado de entrar na Faculdade.
Os grupinhos e amizades ainda não estavam definidos. Apenas alguns amigos e colegas do curso vestibular, poucos companheiros de colégio, conhecidos eventuais.
Eram, de certa forma, estranhos a procura de suas identidades e afinidades.
AS AULAS
Muitas matérias no 1º ano.
Os nomes, nas listas de chamadas, foi o primeiro passo
para que começassem a se conhecer.
De toda forma ainda eram apenas mais um nome na lista de chamada.
AS TURMAS ESPECIAIS
Em algumas matérias o grupo teve de ser obrigatoriamente dividido, em turmas menores.
As turmas de Desenho , realizadas em um salão, com uns 15 a 20 alunos, obrigavam uma maior aproximação natural. Um aluno posava e os colegas o desenhavam. Gozações e brincadeiras, inevitáveis.
Entre os quase 20 alunos apenas cinco meninas no grupo. E tinha a Elenna!!!
ELENNA
Com esse nome diferente, quietinha, calma, longos cabelos castanhos, ela encantava a todos. E foi ela, exatamente ela, a primeira colega que serviu de modelo.
Isso duraria umas três ou quatro sessões, para satisfação geral e as naturais paqueras e piadinhas.
O NAMORO (OU QUASE)
Não ficou claro por que, mas Elenna, quase acanhadamente, timidamente, bandeou-se para os lados do Fábio. Ele, também tímido e cuidadoso; afinal sabiam que a menina era noiva na localidade de onde viera. Esse suposto noivado acabou atrapalhando o desenvolvimento do namoro. Não engrenou nunca.
Saíam juntos, iam ao cinema, estavam sempre próximos, mas, pelo menos para ela, o namoro não era possível.
FICARAM AMIGOS(???)
O primeiro ano acabou, e o namoro, ou quase, também. Ficaram amigos.
Ela continuava linda, mas Fábio havia arrefecido seu entusiasmo, claro!!!
Ficou na dele!!!.
ANOS SEGUINTES
Nos anos seguintes do curso, seguiram seus caminhos.
Fábio, conheceu uma outra moça, namorou e acabou ficando noivo.
Elenna, por seu turno, namorou outro rapaz , esqueceu do prometido noivo da cidade pequena e também ficou noiva.
No último ano da Faculdade, às vésperas da formatura, ela, de casamento marcado,
foi conversar com Fábio sobre suas dúvidas quanto ao casamento próximo.
Conversaram horas e ela perguntou-lhe como ele havia acabado seu noivado, como tinha sido o rompimento e outros detalhes.
Detalhe: aquele noivado, do Fábio, já havia ido para o espaço e ele estava completamente livre!.
A FESTA DE FORMATURA
O ano terminou, e a formatura da turma chegou.
Entre as tantas comemorações, foi organizada uma festa, com música e tudo, naquele mesmo salão onde ocorriam as aulas de Desenho do1o ano.
Festa maravilhosa!!! Comidinhas, bebidinhas, lá estavam todos, com suas namoradas, noivas e muitos, Fábio um deles, completamente livres e soltos!
Fábio não era de dançar, mas o momento e o astral geral, empurraram-no e ele foi para o salão. Dançava com a irmã de um amigo colega de turma, quando foi interrompido, pela Elenna, que tirou-o dos braços da outra, dizendo:
Se ele quer dançar com alguém tem que ser comigo!.
Surpreso e feliz, Fábio aceitou o convite. Parecia que ele sabia que isso iria acontecer! Dançaram e se beijaram, sem qualquer preocupação ou cuidado, pelo resto da festa. O inesperado acontecera!
Espanto e pasmo da irmã de Ellena, que fora a festa!!
Afinal ela estava noiva e de casamento marcado para as próximas semanas.
A festa acabou, despediram-se felizes como os enamorados, aos beijos e abraços; combinaram de se falar no dia seguinte.
Detalhe importante: por uma dessas casualidades inexplicáveis (será?), o noivo de Elenna não havia ido a festa!
DIA SEGUINTE
O encontro: manhã cinzenta, começo de janeiro de 1959.
Faculdade vazia, ninguém por lá. Fábio chegou primeiro; esperaria.
Falar o quê, do quê, pensava Fábio? Passada a enorme euforia do momento da festa, refletia sobre o que acontecera, nas possíveis repercussões e desdobramentos. Afinal, Elenna estava noiva, de casamento marcado!!!
Elenna chegou; sentaram-se num banco de madeira, olharam-se, nada falaram.
Engraçado! Parecia que sabiam o que iria acontecer. Sequer uma emoção maior aconteceu. Ela contou que havia dito tudo ao noivo, que ele entendera e deixara por conta dela o que aconteceria.
Aguardou uma resposta de Fábio, uma definição, uma palavra, qualquer coisa.
Contendo a emoção Fábio disse que ela deveria continuar com o seu noivo,
que era muito melhor do que ele, etc.....
Convenientes, quase covardes, mentiras!!!
Abraçaram-se, quase choraram e foram embora. E o dia continuou cinza....
REPERCUSSÕES
Os dias seguintes foram de continuação dos festejos da Formatura.
Missa, Colação de Grau , Famílias Felizes.
Em momento algum dos festejos estiveram próximos; viram-se, de longe.
Na semana seguinte ela enviou uma carta a Fábio, com o recorte de uma crônica, falando de um acontecimento parecido. Julgou-o covarde.
Ele guardou o recorte durante algum tempo.
Ela, casou-se com o noivo.
quarta-feira, novembro 26, 2003
DEMOCRACIAS MODERNAS OU DITADURAS MESMO?
Título do artigo do João Ubaldo Ribeiro, nesse último domingo. 23 de novembro, no Globo. Selecionei trechos.
LEIAM E REFLITAM!
Sim, não vivemos numa ditadura. Por exemplo, hoje, havendo amanhecido com a certeza de ter motivos para falar mal do governo, posso fazê-lo livremente. Mas liberdade de expressão, ao contrário do que muitas vezes parecem querer que acreditemos, não é um presente do Estado, é um direito básico. Esse direito é (para usar o demonstrativo da preferência do presidente Lula, em lugar de este, como em esse país, expressão há muito tempo empregada por ele ao falar no Brasil e que soa sempre como proferida por alguém que observa a gente de uma perspectiva distante), como não podia deixar de ser, reconhecido por este jornal .
...
Mas será que basta isso para caracterizar uma democracia?
...
Estamos acostumados a viver como se o governo não fosse nosso empregado, mas nosso patrão. E os governos, muito mais ainda, nos vêem como empregados e desprezam o que certamente é tido como firulas democráticas. Não é só este (esse?) governo, mas também os que o antecederam.
...
E a verdade é que o governo vem assumindo, cada vez mais, uma imagem imperial e truculenta de sabe-tudo, temperada com insensibilidade e ineficiência arrogante em diversas áreas, da postura de quem não está comigo está contra mim e, principalmente, de que esse país, afinal, passou a ser um feudo do PT.
...
Tudo isto foi para eu não deixar de também protestar contra a escandalosa, abominável, inconcebível, inaceitável, tirânica, insensível e, enfim, inqualificável situação a que o governo levou os idosos. Ouvindo falar, eu não acreditaria como tanta iniqüidade, crueldade e desprezo pelos valores mais elementares do ser humano entraram em ação — e por gente, a começar pelo próprio presidente, que vem com essa conversa moralmente indigente de perda de pênalti de um ministro que, está na cara, continua convicto de que agiu com correção e tem certeza de que nós, empregados do governo, temos que, como já estamos fazendo, engolir tudo passivamente outra vez. É, democracia pode ser, mas às vezes fede a ditadura por todos os poros.
É ISSO AÍ!!!
Título do artigo do João Ubaldo Ribeiro, nesse último domingo. 23 de novembro, no Globo. Selecionei trechos.
LEIAM E REFLITAM!
Sim, não vivemos numa ditadura. Por exemplo, hoje, havendo amanhecido com a certeza de ter motivos para falar mal do governo, posso fazê-lo livremente. Mas liberdade de expressão, ao contrário do que muitas vezes parecem querer que acreditemos, não é um presente do Estado, é um direito básico. Esse direito é (para usar o demonstrativo da preferência do presidente Lula, em lugar de este, como em esse país, expressão há muito tempo empregada por ele ao falar no Brasil e que soa sempre como proferida por alguém que observa a gente de uma perspectiva distante), como não podia deixar de ser, reconhecido por este jornal .
...
Mas será que basta isso para caracterizar uma democracia?
...
Estamos acostumados a viver como se o governo não fosse nosso empregado, mas nosso patrão. E os governos, muito mais ainda, nos vêem como empregados e desprezam o que certamente é tido como firulas democráticas. Não é só este (esse?) governo, mas também os que o antecederam.
...
E a verdade é que o governo vem assumindo, cada vez mais, uma imagem imperial e truculenta de sabe-tudo, temperada com insensibilidade e ineficiência arrogante em diversas áreas, da postura de quem não está comigo está contra mim e, principalmente, de que esse país, afinal, passou a ser um feudo do PT.
...
Tudo isto foi para eu não deixar de também protestar contra a escandalosa, abominável, inconcebível, inaceitável, tirânica, insensível e, enfim, inqualificável situação a que o governo levou os idosos. Ouvindo falar, eu não acreditaria como tanta iniqüidade, crueldade e desprezo pelos valores mais elementares do ser humano entraram em ação — e por gente, a começar pelo próprio presidente, que vem com essa conversa moralmente indigente de perda de pênalti de um ministro que, está na cara, continua convicto de que agiu com correção e tem certeza de que nós, empregados do governo, temos que, como já estamos fazendo, engolir tudo passivamente outra vez. É, democracia pode ser, mas às vezes fede a ditadura por todos os poros.
É ISSO AÍ!!!
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